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sábado, 4 de junho de 2011

Sexto sentido



Por Elisa Moreno



Eu conquisto o meu sucesso ouvindo respeitosamente o melhor conselho e saio por ai fazendo exatamente o oposto.
Não fui eu quem criou essa frase e sim um G.K.Chesterton, um escrito inglês morto no século passado. Mas ao ter contato com a essência da frase, pude ver muito de mim, tanto naquilo que já fiz, como no que ainda vou fazer.
Ao procurar terapia psicológica algumas pessoas vêm com a idéia, de que alguém irá solucionar magicamente os seus problemas amealhados ao longo da vida, desde os mais simples, como acertar as praticas educativas dos filhos até distúrbios sérios de personalidade e relacionamento familiar. Chegam a imaginar e querer de fato transformar a vida dos outros com quem convivem, fato que pode até acontecer, desde que haja comprometimento de todos os envolvidos na questão da mudança.
Não desejo em absoluto dizer ou insinuar que não devemos ouvir conselhos de pais, terapeutas, professores ou amigos, mas sim desejo fazê-los pensar comigo sobre as reais possibilidades que existem em cada um de nós, os caminhos que desejamos trilhar, a forma de alcançar e se usaremos um mapa ou definitivamente precisaremos ousar, arriscar sem censuras ou idéias pré concebidas ou premeditadas sobre quase tudo.
Ouvir a voz do coração, muito mais do que a da consciência que pode vir impregnada de “poréns”, desde aqueles aprendidos como os que aprendemos a rejeitar, pois fazem parte do mundo dos tabus.
Pessoas próximas podem ser boas conselheiras, mas seguir ao risca um conselho corremos o risco de nos frustrar, pelo fato de que ninguém pode sentir viver e reagir em lugar do outro.
Intuição ou sexto sentido é sem dúvida mais uma maneira de perceber o que nos cerca, o que vivemos e podemos lembrar aquilo que queremos esquecer, os tropeços nas relações, na profissão, o oceano de sentimentos que confundem a razão e nos faz cometer pequenas aparentes loucuras.
Pensem em aura, aquela que pessoas que sofrem com enxaqueca descrevem como aviso da dor que está para chegar, assim é a intuição, um sentimento sutil e ao mesmo tempo escandaloso. Acontece de várias maneiras e intensidade, e nem todas as pessoas percebem seus avisos.
A intuição quando é levada a sério pode ser grande aliada dos progressos tão necessários para a vida pessoal ou profissional, enfim para nossas escolhas diárias.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tenha fé
Assuma a fé
Conduza a fé

Deseja remover montanhas?
alcançar o céu?
encontrar o amor?
Tenha fé.

A fé me move
Acresce, melhora

A fé me deixa sem memória.
2006  Elisa Moreno

terça-feira, 10 de maio de 2011

BULLYING, a violência velada.


 Senhores pais, o tema de hoje merece muita atenção.  Crianças e jovens podem, em ambiente escolar ou não, serem vitimas do Bullying. Trata-se de uma forma agressiva de tratamento com crianças ou jovens, visando a humilhação e intimidação da mesma. Geralmente há o abuso do poder daquele (s) que cometem o ato em contrapartida da fragilidade do outro.
Sob varias formas o ato pode se consumar, seja com agressão física ou moral, ele agride, denigre, e desintegra as defesas do outro. Ofender, apelidar, bater, chutar, satirizar, discriminar, são algumas das maneiras que o agressor encontra para atingir suas vítimas e o faz repetidamente.
Peculiaridades são atribuídas a essa rede de horror, tanto aos comportamentos dos envolvidos, quanto a forma, frequência e reação dos mesmos.
O agressor escolhe seus perseguidos por algum motivo que lhe chame atenção, como indícios de fragilidade ou pouca oposição ao seu status de poder imposto.  Os alvos são aqueles que parecem mais frágeis ou que demonstram pouca resistência às suas investidas.
                 Personagens devem ser identificados nessa peça real e trágica e o cenário não se restringe às paredes da escola. Lugares públicos, ambiente de trabalho também abrigam agressores, pois do Bullying atinge não apenas as crianças. É comum acontecer entre colegas de escritório, fábrica ou qualquer empresa, basta se instaurar a roda do poder, onde uma pessoa denigre o outro repetidamente com atos e palavras.  
Vamos aos personagens: O agressor é quem comete o ato. Geralmente trata-se de alguém sempre hostil e membro de famílias com desequilíbrios e afetividade patológica, que por sua vez toleram os desatinos do parente em questão como mecanismo de fuga da tônica familiar. Sendo crianças, se não tratados adequadamente em conjunto com a família, adotam atitudes agressivas e desenvolvem personalidade anti-social chegando a delinquência.
A vítima ou alvo pode ser pouco sociável e demonstra insegurança, seja nas atitudes ou na sua capacidade de adequação ao grupo. A passividade evidencia a pouca capacidade de equilibrar as investidas do outro e acaba por se achar merecedor de tais ofensas e abusos. Geralmente não reage e por consequência não consegue pedir ajuda aos pais, professores ou colegas.
As testemunhas, sim elas existem, pois o autor precisa de público para legitimar o poder imposto à custa dos seus atos. Incluem os outros alunos ou amigos com quem convivem e presenciam a violência de forma pacífica e sem interferência, podendo ter sentimentos de prazer ou medo. Chegam a ser contaminados pela impunidade ou a adoção do mesmo comportamento com outros.
A injunção do poder que permeia esse comportamento devasta a auto-estima dos envolvidos, contamina o ambiente e impõem a descrença pela impunidade que se estabelece.
Pessoas que são alvos tem pouca esperança de reverter a situação pela própria fragilidade e por notarem um ambiente conivente e indiferente ao seu sofrimento. As consequências são devastadoras, alguns chegam a desistir da escola, apresentam baixo rendimento, adoecem com facilidade. No caso dos adultos, afastam-se do trabalho ou são afastados e alguns chegam ao extremo do suicídio. 
Roupas rasgadas, objetos ou dinheiro subtraídos, marcas e escoriações, choro, insônia, afastamento ou retraimento social, medo repentino são indícios, mas não sentença da ocorrência do fenômeno. Ter atenção com responsabilidade e bom senso é essencial para quem se compromete com a mudança.
A informação precisa ser repassada. Pais, irmãos, amigos e qualquer um de nós que perceba tal comportamento deve, de forma responsável, denunciar às autoridades competentes: pais, professores, pedagogos, psicólogos ou assistentes sociais e interromper esse ciclo patológico, pernicioso e devastador.
A prevenção é ainda o melhor remédio. Trabalhar o desprendimento do preconceito e da exclusão é tarefa de caráter essencialmente periódico em situações acadêmicas, empresariais, domésticas ou sociais.
Um abraço e até a próxima oportunidade.



Elisa Moreno Joaquim.  
Psicóloga - Terapeuta Individual, Casais e Famílias.
Especialista pela PUC SP em Terapia Familiar.
Consultório: Rua Dr. Cardoso de Almeida, 579 centro.
Fone: (14) 38151388  e-mail: efrg@btu.flash.tv.br


Frase de box:
“A injunção do poder que permeia esse comportamento devasta a auto-estima dos envolvidos, contamina o ambiente e impõem a descrença pela impunidade que se estabelece.” Elisa Moreno